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SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

Dom | 31.08.08

Acabaram-se as férias

Maria

Amanhã é dia de trabalho e recomeça tudo outra vez, para o ano há mais. Porque será que o tempo de férias nunca chega para fazer o que queremos? Mas descansei, li, dormi, o resto logo se vê. Há muita coisa proibida para mim, mas concedo-me o luxo de viver sem stress. Simplesmente não vale a pena, o trabalho não foge e ninguém o vem fazer, portanto se não for hoje será amanhã.

Tentei que o meu dia fosse agradável e estou contente porque consegui. Não foi nada espectacular, mas soube-me bem levantar tarde, almoçar no quintal na companhia de um bom vinho. O vinho tem de ser bom, senão mais vale beber água. Almoçámos nas calmas, conversámos bastante. É bom conversar sem preocupação. De tarde fui dar uma volta pela serra com os cães, foi bom sentir o ar puro, o cheiro do mato, o ventinho no rosto e a alegria da "alcateia" em liberdade (o tripé também foi), até que o sol começou a sua descida e ficou por detrás dos pinheiros. Então voltei para casa e enquanto alguém prepara o jantar (adoro esta parte), aqui estou eu às voltas com a net. Foi um dia bom. Amanhã logo se vê.

Seg | 25.08.08

Teatro da vida

Maria

Que segredo esconde a vida que não se deixa desvendar. Um dia atrás do outro, dia - noite - dia... um padrão desconhecido e sempre igual. É como um mar infinito de ondas alterosas. Os seres por aí vão, crista e cava, sem destino, sem resposta.  Seres perdidos entre o nada da existência.Tão grande é a ilusão nesta representação inconsciente de marionetas. Alguém puxa os cordéis. Com crueldade? Com indiferença?  Sem saber porquê ou para quê, as marionetas representam tragédias e comédias, interagem umas com as outras e sentem. Sentem dor, raiva, desalento, desespero... Mas não são livres. Não podem escolher porque não sabem, não conhecem. Questionam e nunca têm respostas. A verdade esconde-se atrás do segredo e fica encoberta para os seus sentidos limitados. Com que direito o ciclo foi iniciado?

 E dia após dia, ano após ano o espectáculo faz-se em direcção ao desconhecido.

Seg | 11.08.08

Quem sai aos seus...

Maria

Estou agora a comprovar que os filhos aprendem com os pais sobretudo através do exemplo. Sempre me senti muito ligada aos animais, com um imenso respeito por eles e pela sua vida . Sem que o fizesse conscientemente acabei por transmitir esses valores aos meus filhos. O  exemplo mais recente é o Rufus. Ainda é um cachorro, mas já tem uma história triste para contar. Um dos meus filhos  encontrou-o abandonado à beira duma estrada, com as duas patas traseiras partidas. As fracturas já eram antigas e o cachorrito, que na altura tinha por volta de três meses, arrastava-se para se deslocar. Como sobreviveu é um mistério, mas estava num estado deplorável. Foi para a clínica veterinária e fez uma cirurgia complicada à pata que estava em pior estado, com o músculo e o fémur bastante afectados. O veterinário não garantiu nada, mas como risco seria sempre ficar sem a pata, rresolveu arriscar. O pior acabou por acontecer, os músculos ficaram afetados e teve de ser amputado. Após dois meses de internamento, o Rufus (também chamado de Saci) veio cá para casa e todos os dias nos mostra a sua  gratidão e  amor.  É extraordinária a capacidade de recuperação e adaptação que têm. Com as suas três patas, o Rufus corre, salta, sobe escadas, ou seja, faz uma vida normal. Depois de tanto sofrimento está agora feliz connosco. Pelo meu lado, estou muito orgulhosa com a atitude do meu menino.

O amigo Rufus

Sab | 09.08.08

Já perece um jardim

Maria

Era um monte de entulho, sem utilidade, estava feio. Adoro plantas e então pensei que com algum trabalho poderia ser um recanto agradável, fresquinho e bonito.

Realmente deu muito trabalho e ainda falta fazer muita coisa, mas está a ficar muito bonito. Com muitas flores, muito fresquinho e com o som da água a correr. Valeu a pena.


Ter | 05.08.08

Finalmente de férias!

Maria

Não posso dizer que os últimos doze meses foram fáceis para mim. Com a partida prematura do nosso grande amigo, a doença e posterior partida do meu querido pai, a doença da minha mãe... e a tudo isto juntou-se o trabalho, nem sempre fácil e com muitas incertezas. Como tantas vezes repito para mim própria - a vida não é fácil.

Agora estou de férias, abençoadas sejam. É verdade que não vou sair de casa devido a vários motivos, sobretudo ao facto da minha mãe sofrer de Alzheimer e não poder ficar só, mas vou descansar. Oh se vou! Vou aproveitar este mês para fazer uma data de coisas de que gosto e não fiz por falta de tempo. Vou-me regalar a dormir a sesta, vou  ver os filmes que não tive oportunidade de ver antes, vou tratar do meu jardim com toda a calma, vou passear à serra com os meus cães, vou pintar, vou costurar, vou... Eu sei lá!

Que bem me sabe abrir a porta a um mês inteirinho para me dedicar a mim.

E já agora, boas férias para vocês também.