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SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

Qui | 20.03.08

O meu Querido Pai partiu.

Maria

Partiu no Dia do Pai para a sua viagem final, depois de uma semana de sofrimento. Dizem-me que era velhinho, que estava a sofrer muito e eu sei que é verdade. Mas a dor é tão grande. Não sei o que fazer, só sei que já não o tenho, ficou um vazio no seu lugar. Não volto a ver aqueles lindos olhos azuis, que me olhavam com tanto carinho. Já não está neste mundo a pessoa que mais amor tinha por mim.

O meu pai foi a melhor pessoa que conheci. Foi um homem honrado, justo, trabalhador. Foi um homem que deu tudo à sua família. Foi um homem digno, mesmo com tanto sofrimento, até ao último dia da sua vida. Tenho orgulho do pai que tive. Foi um exemplo de vida, foi um Senhor.

- Descanse em paz, meu querido pai. Guarde o tal lugarzinho que me prometeu junto de si. Venha buscar-me quando chegar a minha vez.

 

 

 

Qua | 05.03.08

O que se anda a passar connosco?

Maria

Quando vou pela rua, olho os rostos das pessoas que passam e vejo olhos sombrios e tristes, rostos fechados, ombros descaídos. No trabalho, não vejo sorrisos nem faces alegres. Nas conversas com os amigos mais chegados vem o rol das queixas, das coisas más que acontecem, da vida sem sentido e finalmente a palavra maldita que espreita por todo o lado - depressão.

Onde é que anda a sonhada felicidade? A vida boa por que todos lutamos?

Já ultrapassei metade da minha vida, tenho obrigação de ter aprendido algumas lições.

Aprendi a não criar muitas ilusões, para não ficar desiludida depois.

Aprendi que felicidade permanente não existe. Existem momentos felizes e esses estão ligados à nossa capacidade de amar e de dar. 

Também aprendi que existem muitas formas de amar e que o amor é o único motivo pelo qual vale a pena viver.

Infelizmente temos a capacidade de saber isso, mas falta-nos a capacidade de o concretizar. Então viramo-nos para dentro e não olhamos o que nos rodeia, os milagres que a todo o momento acontecem à nossa volta e nós nem reparamos. Todos os dias o Sol nasce, as flores desabrocham, a Terra continua na sua rota pelo Universo. Nós próprios somos um milagre de perfeição, mas também de contradição. Complicamos tudo.

Estou a aprender que a vida tem de ter um objectivo e nesse objectivo tem de haver amor. Não interessa se esse amor se manifesta por outra pessoa, pelas pessoas, animais, profissão, missão... seja o que for. O importante é amar.