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SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

SALPICOS DA VIDA

Cores, retalhos, pontos, momentos e emoções que vão acontecendo no tempo e na vida.

Sex | 21.12.07

Coisas simples

Maria

Chegar ao meio da vida permite olhar para dois horizontes; por um lado tomamos consciência de que a vida não é eterna, por outro questionamo-nos sobre o que já fizemos de bom. O que é bom nem sempre é o grandioso e o espalhafatoso. Quase sempre, o que é mesmo bom são coisas muito simples, coisas a que, na pressa de viver, nem ligamos. Estamos a viver mais um Natal. Diz-se tanta coisa nesta quadra, umas boas e outras nem tanto. Há demasiado espalhafato e faz de conta. Parece que os mais desfavorecidos só necessitam de comer, de vestir e de alguma atenção quando chega o Natal. Toda essa propaganda me irrita. Quem quer fazer bem, faz todos os dias, porque todos os dias ele é necessário. Tenho saudades daquele Natal simples em que íamos juntos buscar o musgo, cheios de frio e montávamos o presépio, com bonecos de barro, caminhos de areia e lagos de prata. As lembranças, apenas simples lembranças eram colocadas nos sapatinhos dos mais pequenos, deixados na véspera à lareira. Não gosto deste Natal consumista, interesseiro e ostensivo. Gosto do Natal simples, o Natal do Menino Jesus, da família reunida, do calor da lareira, dos corações abertos, cheios de alegria e de amor. Os grandes presentes, esses, são secundários.

Jokas da Dinha